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sábado, 22 de outubro de 2011

“A Política Ilícita Mata”

Parafraseando Chico Buarque de Holanda, e Milton Nascimento, peço encarecidamente; “Pai, afasta de mim este cálice, de vinho tinto de sangue”.

Os desvios constantes dos bens públicos causam mortes de milhares de cidadãos de bem que dependem da ação política, e a intensa e ilibada intervenção do estado na sociedade.

A Grande Massa Popular incauta, geralmente se abstém do ato político, contribuindo e corroborando os atos escusos, o furto. A Massa peca pela omissão.

Cada propina, superfaturamento, desvio, acontecem concomitantemente com a morte do idoso na fila do hospital, o assassinato do viciado na esquina, o uso indiscriminado de entorpecentes nas muitas cracolândias, a prostituição, pedofilia, a moradia de cidadãos que perderam sua dignidade e civilidade em baixo de viadutos, nas ruas disputando espaços com ratos e baratas, a inexorabilidade da fome em suas várias facetas, fome social, fome intelectual fome de sentimentos aprazíveis.

Estamos perdendo nosso sentimento de indignação frente aos abusos cometidos por nossos parlamentares, passamos a achar tudo normal, com subterfúgios de que se rouba no Brasil desde os tempos de Cabral. Precisamos iniciar a caminhada para a consciência política, construir a consciência interna e a extrapolar pela sociedade em todos os segmentos.

Caminhar rumo ao futuro para uma sociedade mais equânime. Devo admitir, soa como Utopia, mas alguém tem que iniciar a metamorfose deste sonho em uma realidade possível, e acessível a todos.
Pode ser você.

W. Silva.