A Mentira é uma palavra de difícil compreensão, digo isso devido às várias vertentes de cunho mais ou menos científico que se preocuparam em conceituá-la, para que ela seja mais aceita, e menos criticada pelo simples fato de falsear uma realidade por vezes cruel.
De acordo com a psicologia, a mentira é apenas um mecanismo de defesa individual, ou para poupar outra pessoa de um sofrimento evitável; pela Antropologia, a mentira ocorre pela busca do poder, uma busca em que os fins justificam os meios. A Terceira vertente que se propõe “explicar” a mentira, está intimamente ligada ao senso comum. A Religião se ocupa mais em julgar, a partir de um modelo endeusado através dos tempos; Mentir é Pecado, é errado, e devemos usar a verdade sempre, seja em quaisquer circunstâncias.
A Mentira é algo inerente ao ser humano, ao ponto de ser extremamente necessária para o bom funcionamento das relações sociais, contudo, uma expressão já corriqueira nos leva a compreender que tudo em demasia se torna pernicioso.
Não pretendo aqui justificar a ação da mentira, apenas refletir sobre uma prática que nos acompanha desde os primórdios.
Defendo sempre a Verdade, mas sou levado a considerar que se faz relevante sopesar sobre uma “Verdade Relativa”, contudo, uma Lealdade Social acentuada.
W. Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário