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sábado, 18 de junho de 2011

Subterfúgios Políticos

Durante os meses de dezembro e janeiro, em que procelas nos brindam com a água dos céus nos deparamos com a consideração ímpar do poder público para com a população.
As torrentes caem lavando e levando o asfalto, as casas, e o senso de civilidade e compromisso de nossos parlamentares. Não raramente vemos placas contendo “avisos relevantes”, indicando aos transeuntes a possibilidade iminente de inundação como se eles não estivessem fadados ano após ano a sofrerem com as intempéries naturais, e o descaso das autoridades, que se eximem da responsabilidade ao colocar simples placas de aviso, ou a culpar os céus por uma chuva portentosa.
Qual atitude é verdadeiramente realizada pelo poder público para atenuar essa tragédia anunciada aos quatro cantos que ceifa precocemente a vida de cidadãos que vivem com parcas estruturas sociais, ao custo de uma carga tributária que beira os 40%.
O que pode ser feito? Seguir o conselho do poder público e passar longe dos locais sabiamente sinalizados, ainda que isso signifique não passar na rua de sua casa, ter que dormir na casa de um vizinho, de um parente, ou se aglomerar no pátio de uma escola sem estrutura alguma; Ou cabe a cada um de nós ocuparmos seu posto de protagonista frente ao ato político e deixar de apenas culpar o sistema por nossa inépcia intelectual.
PS: Não peçam um “refresco” da carga tributária;
Ao menos em tempo de chuva não é necessário refresco algum, a situação é por si deveras refrescante...

Libera me de politica inertiae ...
(Liberta-me da inércia Política...)
W. Silva.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Animadverto - (Do Latim - Perceba)

O Pleito de 2010 já se esvaiu, um novo se aproxima no ano de 2012, e como sempre, nos tempos eleitorais, as atenções se voltam para a idoneidade dos candidatos, e claro que essa preocupação acontece de forma efêmera; ainda assim devemos nos ater a essa época, pois um simples ato como a votação que dura poucos segundos nos acompanhará por longínquos quatro anos (no mínimo).
Esse texto é escrito a 17 meses das eleições com a simples intenção de atuar na consciência dos cidadãos, para que o voto seja tratado com o respeito e a cautela necessária para que posteriormente ninguém vomite falácias dizendo que a culpa é do sistema.
Devemos extirpar o pensamento de que a corrupção é algo intrínseco na atuação política, e cobrar profissionalismo dos parlamentares que elegemos lembrando-os sempre que necessário que sua atuação é simplesmente para o povo.
Vamos favorecer a reflexão dos diferentes atores sociais, empenhar-se para que princípios como a Justiça, Solidariedade, e Ética não sejam apenas escritos de livros obsoletos, ou ainda bradados e trovados em melodias poéticas.
Invista em conhecimento, desenvolva uma postura crítica pautada em fundamentos sólidos, e lembre-se sempre;
Ignorantes legem non eximit a culpa...
(O não conhecimento das leis não o exime de sua culpa)
 W. Silva