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sábado, 18 de junho de 2011

Subterfúgios Políticos

Durante os meses de dezembro e janeiro, em que procelas nos brindam com a água dos céus nos deparamos com a consideração ímpar do poder público para com a população.
As torrentes caem lavando e levando o asfalto, as casas, e o senso de civilidade e compromisso de nossos parlamentares. Não raramente vemos placas contendo “avisos relevantes”, indicando aos transeuntes a possibilidade iminente de inundação como se eles não estivessem fadados ano após ano a sofrerem com as intempéries naturais, e o descaso das autoridades, que se eximem da responsabilidade ao colocar simples placas de aviso, ou a culpar os céus por uma chuva portentosa.
Qual atitude é verdadeiramente realizada pelo poder público para atenuar essa tragédia anunciada aos quatro cantos que ceifa precocemente a vida de cidadãos que vivem com parcas estruturas sociais, ao custo de uma carga tributária que beira os 40%.
O que pode ser feito? Seguir o conselho do poder público e passar longe dos locais sabiamente sinalizados, ainda que isso signifique não passar na rua de sua casa, ter que dormir na casa de um vizinho, de um parente, ou se aglomerar no pátio de uma escola sem estrutura alguma; Ou cabe a cada um de nós ocuparmos seu posto de protagonista frente ao ato político e deixar de apenas culpar o sistema por nossa inépcia intelectual.
PS: Não peçam um “refresco” da carga tributária;
Ao menos em tempo de chuva não é necessário refresco algum, a situação é por si deveras refrescante...

Libera me de politica inertiae ...
(Liberta-me da inércia Política...)
W. Silva.

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